segunda-feira, 21 de maio de 2012
Carta aos Comunicadores do Nordeste
Entre os dias 28 e 30 de abril, aproximadamente 45 membros do Ministério de Comunicação dos estados do nordeste estiveram reunidos para o Encontro Regional de Comunicadores, ERCOM em Natal/RN. Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Bahia e Paraíba estiveram representados.
Após o encontro, uma carta aberta foi redigida. Leia abaixo o texto na íntegra:
À RCC de todo o Brasil, América Latina e quem desta tiver ciência,
Dos dias 28 a 30 de abril de 2012, servos do Ministério de Comunicação Social da RCC de todo o Nordeste estiveram reunidos para se colocarem à escuta do Senhor no primeiro Encontro Regional para Comunicadores da RCC do Brasil. Um momento profético e muito aguardado pelo Movimento.
Certamente falar da importância deste Ministério para nosso Movimento far-se-ia redundante, pois bem sabemos que a RCC não é projeto humano, mas sim do Senhor nosso Deus, inspirado pelo Espírito Santo para difusão e promoção da Cultura de Pentecostes. Nessa direção, o próprio Espírito vem dando ousadia aos comunicadores de todos os cantos desse continental país para, a partir de uma efusão sem igual, proporcionar a todos os brasileiros um encontro pessoal com Jesus e anunciar o Seu senhorio, dizer que Ele nos ama e que por Sua misericórdia volta Seu olhar divino para todos que, mesmo não se reconhecendo merecedores, são alcançados por suas Graças.
O processo de comunicação, na dimensão humano-espiritual, somente é possível porque Ele quis, e isso é fato. Ao longo da história da humanidade, Ele falou à criatura diretamente, comunicou-Se por meio dos profetas, usou anjos como mensageiros e para anunciar por completo Seu plano de salvação falou ainda por meio do Seu Filho. Hoje, a comunhão com o Senhor se dá por meio da sua Palavra Santa e em vários momentos da nossa vida cristã, em comunidade. Agora, o extraordinário continua acontecendo, Deus nos fala, inspira-nos pelo seu Santo Espírito e o faz pela dádiva dos dons e carismas dados a nós gratuitamente. Isso porque Ele assim o quer.
Oração e silêncio. Eis a convocação para os comunicadores do Nordeste. Tais práticas subsidiarão os ministros a estarem no serviço revestidos da unção que vem do alto para, a partir dela, agir no que é desejo do Senhor para o Grupo de Oração: espaço de vivência de uma prática salvívica mediada pelo encontro pessoal com Deus, aquele que é Pai, Filho e Espírito Santo.
Sobre tudo isso, Deus lembrou aos participantes do ERCOM que Ele faz do Nordeste, onde sangue já fora derramado, um novo território. E não parou por aqui. O Senhor veio nos falar de obediência no serviço e nos lembrou do que diz São Paulo aos Filipenses: “(Jesus) em tudo foi obediente ao Pai: Sendo Ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes. (cf. Fl 2, 6-9)”.
Cremos que tal exortação não seja apenas para o Ministério de Comunicação Social, mas para todos nós que fazemos a RCC nos mais diversos lugares do mundo. Especificamente, o Espírito Santo nos revelou também que “da mesma forma que Ele fez surgir do rebento de Jessé um estandarte para todos os povos (cf. Is 11,10) também fará jorrar de todos que saíram do ERCOM rios de água viva que se estenderão aos estados, dioceses e Grupos de Oração”.
Os desafios para esse desaguar se tornam concretos. Muitos ainda se encontravam perdidos na atuação do Ministério, pois como mesmo o Senhor revelou havia existência do “medo da missão, do compromisso, de enfrentar os desafios, de que a graça aconteça e não se estar preparado”. Só que a fidelidade de Deus para conosco é para sempre, meus amados! Diante desse medo o Senhor nos convocou e renovou nosso chamado para assumirmos o Ministério, uma vez que Ele nos promete estar junto de nós, mesmo que nos sintamos sozinhos. Intimou-nos a por o pé na estrada. Garantiu-nos a Sua piedade como resposta. Disse-nos: “Encontrem-me no silêncio. No âmago do seu coração, Eu mostrarei o caminho. A minha piedade é a solução para o seu nada. Eis que formo entre esses Estados do Nordeste, profetas!”.
Consideramos como amor e cuidado tal exortação. Palavras de encorajamento para “pessoas que chegaram cansadas ao Encontro”. Apascentar-se e deixar-se ser apascentado não é de hoje. O Senhor tem nos preparado para este momento já há alguns anos. Ele foi agindo para que pudéssemos reconhecê-Lo como Senhor; convocando-nos a reconstruirmos a RCC e nós entendemos que a Renovação Carismática é cada um de nós, pois não existe Movimento sem pessoas. Sabemos de igual modo que o MCS é estratégia de Deus para esta reconstrução. Fomos convidados a proclamar a Palavra e lançar as redes para o local que Ele mesmo indicou. É fato, o Senhor tem nos apascentado irmãos. Ele tem cuidado de nós. Primeiro queria falar e esperava de nós uma resposta. Se é Ele o Senhor da messe, fomos escutá-Lo. E o Senhor falou. Falou com os comunicadores do Nordeste. Reafirmou-nos que estará conosco.
O nosso coração se encheu de alegria quando por meio do Conselho Nacional da RCC representado por Aldir Paulino, presidente do Conselho Estadual da RCC/RN nos mostrava um livro a ser escrito e que tinha poucas páginas e precisava ser concluído. Assim, nos disse o Senhor que reescrevia uma nova história para o Ministério no Nordeste.
O Senhor Deus é fiel. Temos por todo o NE agora, muito mais que comunicadores, temos amigos. Irmãos. Vivemos agora ainda mais uma fraternidade, presente de Deus. A barreira geográfica foi quebrada. Estamos juntos. Não foi fácil. Foi o próprio Deus que combateu por nós.
Concluímos destacando a atuação em nosso favor daquela que foi a primeira cristã, a primeira missionária e que sem dúvida, com o seu sim, ajudou-nos no nosso. Foi ela que durante toda a preparação do evento nos valeu. Estivemos sempre sob a poderosa intercessão de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
Ráurison Ribeiro
Articulador Regional Nordeste do MCS Brasil e Coordenador Estadual do MCS na RCCPI
Georgina Amália Nascimento
Coordenadora Estadual do MCS na RCCAL
Jardel Menezes
Coordenador Estadual do MCS na RCCBA
Giancarlo Souza
Coordenador Estadual do MCS na RCCPB
Alessandra Borges
Coordenadora Estadual do MCS na RCCPE
Jorge Correia Jr.
Coordenador Estadual do MCS na RCCRN
Airton Rocha
Coordenador Nacional da Rede de Comunicação do MCS
RCCShop
sábado, 19 de maio de 2012
Abertas as inscrições para o II Encontro Estadual de Pregadores da RCC Bahia
“ Vou tomar eu próprio, o cuidado com minhas ovelhas” Ez 34,11
O II Encontro Estadual de Pregadores da RCC Bahia é uma oportunidade que o Senhor nosso Deus nos concede para estarmos aos seus pés e O adorarmos.
Na sua presença de BOM PASTOR, seremos cuidados (as) como nos afirma o profeta Ezequiel: Ele – Jesus – reconduzirá o que estiver disperso ao próprio solo e o levará a gordos campos, a boas pastagens, procurará a ovelha perdida, reconduzirá a ovelha desgarrada, curará a ovelha ferida, restabelecerá a ovelha doente e velará sobre a ovelha que estiver gorda e vigorosa. Ao reconhecer a voz do Pastor, seremos todos reanimados pelo Seu Santo Espírito, a segui-Lo, pregando Sua Palavra e testemunhando seu poder por onde nos enviar.
Aguarda-se um público de 500 pregadores. O encontro é dirigido para aqueles que já estão no exercício do ministério, aqueles que por ventura tenham se afastado e para os irmãos que desejarem conhecer um pouco do perfil do Ministério de Pregação. Não perca essa chance de estar com o Senhor e Lhe servir!
O encontro acontecerá de 08 a 10 de junho de 2012, no acampamento Maanaim, na BR 324, próximo a Feira de Santana e aprofundará o tema sugerido pela RCC Brasil para este ano: "Apascenta as minhas ovelhas" Jo 21,17 e terá como pregador oficial Lázaro Praxedes, Coordenador Nacional do Ministério de Pregação da RCC Brasil, a presença de Terezinha Araújo, Coordenadora Estadual do Ministério de Pregação da RCC Bahia, além de pregadores e participantes de várias dioceses do Estado da Bahia.
Faça sua inscrição, que custa 80 reais, estando inclusas hospedagem e alimentação. Clique aqui para fazer sua inscrição.
Organize sua caravana! Nos encontramos em Feira de Santana.
Maiores Informações: (74) 3641.5145 - Escritório Estadual da RCC Bahia
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Mães: testemunhos de pleno amor
Uma forma de participar na obra criadora de Deus. A maternidade é um presente belíssimo que o Senhor colocou na vida das mulheres. E as mães são graças que Ele coloca na vida dos seus filhos...
Carinho, amor, dedicação. De forma a homenagear aquelas que nos deram à vida, o segundo domingo de maio é voltado, no Brasil e em diversos outros países, a celebrar o Dia das Mães.
Neste fim de semana especial, o Portal RCCBRASIL traz a história de três mães que vivem sua maternidade dentro da Renovação Carismática Católica e trazem testemunhos de como é ver seus filhos dando passos na fé também dentro do nosso Movimento. Aproveitemos esses testemunhos e elevemos aos céus nosso louvor por esta bela vocação!
O início da caminhada
Além de coordenadora arquidiocesana da RCC Pelotas/RS e serva dos ministérios de música e pregação, Patrícia Gonçalves é mãe do pequeno Filipe, de dois anos, e de Miguel, que deve nascer ainda em maio. “É complicado conciliar tudo, mas não importa o trabalho”, explica ela.
São muitas as funções exigidas na função em que exerce, reunidas ao trabalho e às tarefas domésticas. No entanto, para Patrícia, a maternidade trouxe um sentimento de realizar coisas que antes ela considerava impensáveis. “É como ter o meu coração fora do corpo”, conta.
E a família toda participa do Grupo de Oração. Inclusive, o Filipe é uma criança carismática, nos dois sentidos: todos param para olhar ele participando ativamente das atividades. “É maravilhoso vê-lo louvando a Deus, mesmo na sua inocência, porque toda mãe quer que o filho trilhe o caminho certo”, testemunha Patrícia. Além disso, ela lembra que o filho também participa no abraço da Paz e reza pelo irmãozinho que ainda está na barriga. Uma caminhada de fé que começa desde pequeno: “Não me importo do trabalho que dá, eu levo o Filipe, pois não posso privá-lo de participar, de criar este costume”.
Uma forma de participar na obra criadora de Deus. A maternidade é um presente belíssimo que o Senhor colocou na vida das mulheres. E as mães são graças que Ele coloca na vida dos seus filhos...
Carinho, amor, dedicação. De forma a homenagear aquelas que nos deram à vida, o segundo domingo de maio é voltado, no Brasil e em diversos outros países, a celebrar o Dia das Mães.
Neste fim de semana especial, o Portal RCCBRASIL traz a história de três mães que vivem sua maternidade dentro da Renovação Carismática Católica e trazem testemunhos de como é ver seus filhos dando passos na fé também dentro do nosso Movimento. Aproveitemos esses testemunhos e elevemos aos céus nosso louvor por esta bela vocação!
O início da caminhada
Além de coordenadora arquidiocesana da RCC Pelotas/RS e serva dos ministérios de música e pregação, Patrícia Gonçalves é mãe do pequeno Filipe, de dois anos, e de Miguel, que deve nascer ainda em maio. “É complicado conciliar tudo, mas não importa o trabalho”, explica ela.
São muitas as funções exigidas na função em que exerce, reunidas ao trabalho e às tarefas domésticas. No entanto, para Patrícia, a maternidade trouxe um sentimento de realizar coisas que antes ela considerava impensáveis. “É como ter o meu coração fora do corpo”, conta.
E a família toda participa do Grupo de Oração. Inclusive, o Filipe é uma criança carismática, nos dois sentidos: todos param para olhar ele participando ativamente das atividades. “É maravilhoso vê-lo louvando a Deus, mesmo na sua inocência, porque toda mãe quer que o filho trilhe o caminho certo”, testemunha Patrícia. Além disso, ela lembra que o filho também participa no abraço da Paz e reza pelo irmãozinho que ainda está na barriga. Uma caminhada de fé que começa desde pequeno: “Não me importo do trabalho que dá, eu levo o Filipe, pois não posso privá-lo de participar, de criar este costume”.
Crescimento em estatura e graça
Ela é mãe de três filhos, e os três em fases de transição: João Gabriel, de 17 anos, Daniel, de 13, e Raquel, de 9. Ierecê Gilberto é mais uma das mães carismáticas que aliam muitas funções: de mãe, de esposa, de trabalhadora e de católica praticante – ela é segunda secretária do Conselho Nacional, conselheira do Ministério Universidades Renovadas e serva no GOU Miles Domini, de Maringá/PR.
Antes de viver a experiência do Batismo no Espírito Santo, ela dizia que não queria ser mãe: “Tinha aquele discurso que questiona a razao de se ter filhos, de se colocar mais gente nesse mundo”. Mas depois do encontro com Jesus, passou a ver a maternidade como um dom de Deus. Uma chance de formar pessoas diferentes.
Com o nascimento dos filhos, ela passou a ser uma mãe carismática, que, segundo ela, é aquela que vive a vida no Espírito Santo e coloca isso no dia a dia dela e dos filhos. Uma vivência de oração, de intimidade com Deus, da abertura aos Seus dons.
Para conciliar a grande quantidade de tarefas, ela conta com a colaboração do esposo, Oscar, que a apoia em suas atividades e a compreende, pois vive junto com ela a fé. A família também é participante dos Grupos de Oração. Mas, claro, respeitando as fases pelas quais os filhos passam: os questionamentos, a tensão pré-vestibular etc. Para Ierecê, viver a Igreja em família é um carinho de Deus. “Dá uma segurança, uma tranquilidade, de perceber que eles sabem que a vida tem um sabor diferente, que vale a pena”, diz.
Um amor entregue à missão
Nos últimos anos, as vocações missionárias tem se concretizado na RCC do Brasil. Em nossas quatro Casas de Missão, acolhemos dezenas de missionários. Eles largam seus afazeres e vidas cotidianas para anunciar do Evangelho...
Uma dessas mães que viram seus filhos partirem para a missão é Cecília Souza, mãe da missionária Fabiany, da Casa de Pelotas/RS. Residente de Várzea Grande/MT e participante do Grupo de Oração Nova Geração, ela testemunha a grande alegria em ser mãe de uma jovem que se entregou ao serviço do Reino de Deus.
Dona de um sorriso persistente, mesmo com todas as lutas trazidas pela vida, ela aproveita as pequenas brechas na rotina agitada – pelo trabalho, afazeres de casa, cuidados com os outros dois filhos (Fagner e Jennifer), a neta (Sarah) e o marido (Aloísio) – para viver a sua fé. Até o trajeto de ônibus é espaço para suas orações, em cujas intenções geralmente estão os filhos.
Na família de diferentes crenças , o desejo expressado por dona Cecília para a sua vida é o de viver o cristianismo. Por isso, ela recorre às orações diante do sacrário para encontrar forças. “Muitas vezes entro na Igreja de cabeça baixa, mas saio com ela erguida”, conta.
E a vocação e opção missionária da filha é motivo de alegria: “Agradeço a Deus por esse serviço dela”. Um testemunho que ainda a emociona, assim como na primeira vez na qual ela viu a filha pregar. E como fica o coração de mãe na distância? “Fica apertado, mas fico pensando em quantas mães ela está tendo na missão!”.
Santa Maria, mãe de Deus e da Igreja, rogai por nossas mães! Amém!
Amai-vos como Eu vos amei
Amai-vos como Eu vos amei
Ter, 08 de Maio de 2012 13:14 | PDF | | Imprimir |
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Não existe uma pessoa que não ame. Muda o objeto que é amado, mas faz parte da natureza humana voltar-se, no amor, para o que é desejado e buscado. Pode parecer muito simples, mas também a capacidade de amar vem a ser educada, num processo de formação que envolve a vida inteira. Mal formada, a inata capacidade para amar pode chegar inclusive à destruição da realidade que é amada. Trata-se de uma força imensa, plantada por Deus nos corações humanos. Ela vem do Céu, para se implantar e multiplicar-se no bem que pode ser feito na terra e se perpetuará na eternidade.
O amor é um sentimento? Envolve, sim, os sentidos, mas na compreensão cristã, que perpassa a Sagrada Escritura e a experiência secular da Igreja, é muito mais do que um sentimento. Antes, é um ato de inteligência e de vontade. Basta recordar a realidade do martírio, presente em toda a história da Igreja, na qual alguém se dispõe a superar o instinto primordial de defesa da própria vida, para entregá-la pelo bem dos outros, como resultado de sua escolha de vida no seguimento do Evangelho. Existem também situações de pessoas que, mesmo sem conhecimento do Evangelho, chegam a entregar-se pelo bem dos outros, pela causa da vida e da dignidade humana. Tais gestos fazem compreender a possibilidade de uma escolha radical, que orienta todas as energias humanas para o que não se vê nem se pode comprovar, senão pelo testemunho!
“Ouve, Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. E trarás gravadas no teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno. Tu as repetirás com insistência a teus filhos e delas falarás quando estiveres sentado em casa ou andando a caminho, quando te deitares ou te levantares” (Dt 6,4). A primeira e decisiva opção na vida há de ser esta, como uma veste interior, que envolve e orienta todas as outras decisões: escolher Deus como tudo da própria existência.
O resumo da lei de Deus, expressa o Decálogo, se encontra na lapidar afirmação: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Mas foram necessários muitos séculos e, mais do que tudo, a revelação que vem do alto, para que tal mandamento viesse a ser compreendido. Aliás, foi preciso que o Pai do Céu enviasse seu Filho, como vítima de reparação por nossos pecados, para a humanidade entender o amor (1 Jo 4,7-10) e sua medida, que é justamente amar sem medida.
O amor ao próximo suscitou muitas perguntas. Afinal, o próximo é quem está perto de mim? Para povos que vagavam por desertos ou se sentiam ameaçados pelos potenciais inimigos, o estrangeiro é também próximo? Como tratar quem é diferente e incomoda? Jesus Cristo, amor do Pai que se faz carne no meio da humanidade, aproxima o amor do próximo ao amor de Deus, dizendo que o segundo é semelhante ao primeiro mandamento! Próximo vem a ser, para o Senhor, aquele de quem nos aproximamos e não apenas quem vem pedir qualquer ajuda: “Na tua opinião – perguntou Jesus –, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze tu a mesma coisa” (Lc 10, 36-37). Conhecemos o verdadeiro Bom Samaritano, o próprio Jesus, que veio percorrer as estradas do mundo, tomando a iniciativa de vir em socorro da humanidade.
Mas Jesus guarda a pérola de seu amor a ser revelada no ambiente especial da última Ceia: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15, 12-13). Aqui está um ponto de chegada, nascido do alto e que antecipa a realidade do Céu aqui na terra! Somos feitos para esta qualidade de amor!
Ainda que devamos amar a todos, sem distinção, cada cristão é chamado a ter um espaço de convivência, no qual possa declarar, com gestos e palavras, sua disposição para dar a vida e receber a vida doada. Nisto todos conhecerão que somos discípulos de Cristo (Jo 13,35). Pode ser a família, e quem dera que nossas famílias chegassem a esse ponto! Pode ser a experiência de uma Comunidade cristã viva, e para lá havemos de caminhar. Uma amizade sincera e pura proporciona esta declaração de amor. É uma potência indescritível de transformação da vida das pessoas. É necessário olhar ao nosso redor, pois existem, sim, pessoas, comunidades e grupos que oferecem este testemunho!
Nos mistérios da Páscoa, celebrados pela Igreja, Deus nos dá de presente esta capacidade de amar. De nossa parte, resta corresponder aos dons de Deus (Cf. Oração do dia do VI Domingo da Páscoa). Cada resposta e cada ato de amor a Deus e ao próximo contribuirão para que o mundo, sem deixar de ser mundo, seja mais parecido com o Céu!
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém
Quinta-Feira, 17 de maio 2012, 11h36
Reinflama, Senhor! Reinflama o carisma que está em nós A palavra de ordem dada por São Paulo a seu discípulo Timóteo é a ordem de Deus para nós nos dias de hoje: “Eu te exorto a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria. Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem de mim seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus” (II Tm 1,6-8).
É preciso que você seja assim. É assim que você vai ser instrumento de Deus. Ele precisa de você, porque Ele não quer perder nenhum de Seus filhos.
"Devemos pedir ao Senhor ousadia e intrepidez", exorta monsenhor Jonas
É Deus mesmo quem está reclamando Seus filhos de volta: “Traze meus filhos das longínquas paragens e minhas filhas dos confins da Terra. Todos aqueles que trazem meu nome e que criei para minha glória. Não vos lembreis mais dos acontecimentos de outrora, não recordeis mais as coisas antigas, porque eis que vou fazer obra nova, a qual já surge: não a vedes?” (Is 43,6b-7.18-19a).
O Senhor nos diz: “Não vos lembreis mais dos acontecimentos de outrora”, porque hoje é o primeiro dia do resto da sua vida. Estamos virando a página.
“Não recordeis mais as coisas antigas”. As coisas duras, sofridas, aquilo que você padeceu na sua vida. O que ficou para trás já é passado. Já viramos a página. O Senhor nos está mandando não nos lembrar de mais nada: isso tudo já é passado. Até seus erros, sua covardia já são "páginas viradas".
O Senhor quer fazer uma obra nova. Já podemos ver os brotos florescendo. O Senhor não despreza seu passado, só diz para você não se lembrar mais deste porque Ele já está mostrando o novo que está surgindo: os rebentos, os brotos. “Não o vedes?”
“Não vos lembreis mais dos acontecimentos de outrora, não recordeis mais as coisas antigas; porque eis que vou fazer obra nova, a qual já surge: não a vedes? Vou abrir uma via pelo deserto e fazer correr arroios pela estepe” (Is 43,18-19).
Tenha a certeza de que o Senhor já virou a página e não vai mais voltar atrás.
Qual é o grande pedido que precisamos fazer ao Senhor? Reinflama, Senhor! Reinflama o carisma que está em nós. Dá-nos aquela ousadia que deste àquela primeira comunidade.
E o que aconteceu? Tudo está narrado nos capítulos 3 e 4 dos Atos dos Apóstolos: Pedro e João vão para a prisão. São ameaçados. Proibidos de falar em nome de Jesus, de fazer milagres. Quando eles retornam, a comunidade está reunida em fervorosa oração.
Ela não ficou com medo nem colocou medo em Pedro e João. Não procedeu com falsa prudência dizendo: “Olha, Pedro, olha, João, não sejam tão afoitos... João, você deve ser mais equilibrado, vai devagar... Daqui a pouco vão acabar conosco, como acabaram com Jesus...”
Foi assim que fizeram? Não! Eles não "frearam" nem a Pedro e nem a João. Pelo contrário: levantaram um clamor diante de Deus e fizeram uma grande oração. E o que eles disseram? Leiamos com o coração:
“Agora, pois, Senhor, olhai para as suas ameaças e concedei aos vossos servos que com todo o desassombro anunciem a vossa palavra. Estendei a vossa mão para que se realizem curas, milagres e prodígios pelo nome de Jesus, vosso santo servo!” (At 4,29-30).
É essa oração que precisamos fazer hoje na Igreja. É isso que devemos pedir ao Senhor. Ousadia! Intrepidez! Não é medo, não é timidez. Não é insegurança, não é freio. Não são "rédeas curtas". Não é nada disso. Ousadia é justamente o contrário de tudo isso. Precisamos pedir que se realizem curas, milagres e prodígios. A nossa parte é apenas pedir. É pedir que o Senhor faça. E o Senhor fará!
O Senhor vai nos encher com o Seu Espírito Santo e vai transformar toda a nossa vida. O Senhor vai levar embora tudo aquilo que está nos tornando pessoas inseguras e medrosas. Vai curar as nossas doenças, nos libertar de nossas angústias, dos nossos desesperos. Ele vai trazer solução para os nossos problemas, acabar com os vícios dos nossos filhos, vai arrancar o seu marido do adultério, tirar a sua mulher da depressão. Sim, o Senhor vai mudar todas as coisas! Porque nada é impossível para Deus. Tudo é possível àquele que crê e tudo pode ser mudado pela oração. A nossa parte é orar. É pedir.
Nos carismas, o que fazemos é pedir. É tão simples como "apertar um botão". Quando você pede a Jesus que atenda a oração e cure aquela pessoa, é algo tão simples como apertar um botão. Por que então esse medo todo de usar os carismas do Espírito? A cura vem do Senhor. O que você fez foi pedir. Pedir com fé, com expectativa de receber.
Carisma é uma coisa simples. Tanto assim que não é o carisma que nos salva. Você sabia disso? O próprio Jesus disse que quando Ele vier muitos dirão:
“Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres?’ E, no entanto, eu lhes direi: nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus!” (Mt 7,22-23).
O que nos redime é a salvação vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, e o que nos santifica é a ação do Espírito Santo. Os carismas são ferramentas que usamos por causa do povo. São como enxadas e picaretas que usamos. Mas não são eles que nos salvam. Então não tenha receio de usá-los. Os dons são para os outros. Quem opera é Deus. Os instrumentos são os carismas que Ele nos deu. Por isso, não podemos ficar com medo deles, só podemos usá-los.
Eles são como a enxada, como a picareta, como a marreta, o machado: você precisa usá-los bem. Eles precisam estar afiados. Carisma é assim. É preciso que nós os utilizemos: com o uso eles ficam cada vez mais afiados. Nós aprendemos como utilizar essas maravilhosas ferramentas. Elas são essenciais no resgate dos nossos irmãos.
O Senhor está gritando: “Devolva-os! Não os retenha! Traga os meus filhos e minhas filhas por mais longe que eles estejam! Todos aqueles que eu conquistei para mim são meus! Devolva-os!”
Porque aquela primeira comunidade rezou assim, veja o que aconteceu:
“Mal acabavam de rezar, tremeu o lugar onde estavam reunidos. E todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam com intrepidez a Palavra de Deus” (At 4,31).
É essa graça que precisamos pedir ao Senhor hoje: "Sim, Senhor, estende a Tua mão para que se realizem curas, sinais, milagres e prodígios em nome do Teu Servo, Jesus. Atenta para as suas ameaças e concede a Teus servos que anunciem com ousadia a Tua Palavra. Batiza-nos todos no Teu Espírito Santo, faze tremer a Terra e que sejamos cheios do Espírito Santo. Que, com ousadia, com intrepidez, anunciemos a Tua Palavra! Dá-nos a coragem de nos deixar usar pelos Teus carismas, para que sinais, curas e milagres aconteçam em nome de Jesus. É isso que pedimos. É isso que, unânimes, suplicamos. É a Tua Igreja necessitada que pede. É o Teu povo machucado que necessita. É em nome deles que pedimos. É por causa da Tua Igreja. Faze-nos cheios do Espírito Santo. Sim, que os Teus carismas se manifestem em nós e se realizem plenamente para que o Teu povo veja a Tua obra e, assim, glorifique o Teu nome e o Nosso Pai que está nos céus. Bendito sejas, Senhor Jesus. Amém!"
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
A experiência da nova evangelização
Padre Roger Luis
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Não importa quanto tempo demore para que a promessa de Deus se cumpra em nossa vida, mas eu posso afirmar para você, sem medo, que no tempo d'Ele a Sua promessa irá se cumprir, assim como se cumpriu na vida de São Paulo.
E é belo ver essa fidelidade de Deus Pai em nossa vida. O próprio apóstolo Paulo não foi acolhido pelos outros apóstolos no início, foi perseguido até pelos que haviam sido amigos dele, por isso, resolveu levar a Palavra para os pagãos, já que os judeus não davam valor aos ensinamentos de Jesus.
Você já perguntou a Deus qual é a vontade d'Ele para sua vida ou até hoje você tentou impor a sua vontade acima de tudo? É preciso enxergar a ação de Deus, mesmo nos pequenos atos, e procurar compreender o porquê das coisas, mesmo que sejam nossas próprias quedas.
Muitas vezes, os desígnios de Deus não vão ao encontro da nossa vontade. Na primeira vez que senti o chamado ao sacerdócio, aquilo me parecia loucura e lutei contra aquilo, porque não era minha vontade. Pensava que eu jamais poderia ser sacerdote com todos os pecados que já tinha cometido.
O padre da minha paróquia me aconselhou, mostrando que independente do meu passado eu poderia, sim, servir a Deus como sacerdote. Mas mesmo assim eu ainda relutava, por isso, diante da minha negação ele sugeriu que eu continuasse vivendo minha vida normalmente, e se quisesse poderia viver um namoro santo, porque se o meu sacerdócio fosse da vontade de Deus eu voltaria [a pensar em ser padre].
Após algum tempo comecei a namorar uma jovem do grupo de oração, mas após quatro meses vi que minha verdadeira paixão era pelo altar e pela cruz, e não adiantava lutar contra isso.
Precisamos entender que não há outra possibilidade de encontrarmos as Peça ao Espírito Santo que lhe dê a graça de ser como o apóstolo Paulo para que, por meio dela, você aceite a vontade de Deus em sua vida. Porque não importa o quão distante de Cristo vivemos até hoje, a morte d'Ele na cruz também foi para nos salvar.
A intimidade e a entrega total a Jesus Cristo são a maior prova de que podemos dar ao sacrifício de Deus por nós. Ele que nos fez capaz de viver na fé, transmitindo aos que ainda não O conhecem essa experiência de amor.
A Igreja tem chamado a nossa atenção para a nova evangelização, pois ela precisa atingir o homem contemporâneo. Devemos readquirir o gosto da Palavra e do Pão da Vida, pois este é o único caminho para chegarmos à salvação.
O conteúdo da evangelização de Paulo e da nova evangelização não muda, continua sendo mesmo: "Convertei-vos e crede no Evangelho" (Mc 1, 15). E a conversão significa reconsiderar o modo de viver, deixando que Deus entre em todas as áreas da nossa vida, trazendo um novo sentido para nossa existência.
O mesmo Espírito Santo, que conduziu o apóstolo dos gentios, quer conduzi-lo hoje, e só depende de você viver essa experiência na sua vida. A verdade de Deus já foi colocada no seu coração pelo sacramento do batismo, você só precisa deixar que ela germine, cresça e dê frutos.
Transcrição e adaptação: Gustavo Souza
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Padre Roger Luís
Padre da Comunidade Canção Nova
respostas para nossos questionamentos se não for em Jesus Cristo.
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