quarta-feira, 13 de junho de 2012

Polêmica: a ética em torno do aborto

Quarta-feira, 13 de junho de 2012, 10h02 Jéssica Marçal Da Redação A exatamente um mês do Seminário Nacional Juventude e Bioética, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o noticias.cancaonova.com exibe três reportagens especiais sobre questões relacionados à bioética. Nessa primeira reportagem, o tema é o aborto, questão polêmica que voltou a ser tema de debates principalmente com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em descriminalizar o aborto de bebês anencéfalos no Brasil. O assunto divide opiniões em todos os setores da sociedade, embora acabe sendo reconhecido por alguns como uma questão meramente religiosa. O bispo auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto Dias Duarte, que também é pediatra, acredita que tratar o aborto como uma questão religiosa é uma estratégia utilizada pelos que defendem a prática. “Sem dúvida nenhuma, as pessoas que defendem essa cultura da morte onde estão incluídos o aborto, a eutanásia, a miséria abaixo da dignidade humana, essas pessoas não querem colocar os verdadeiros argumentos, as questões do foco central que são o valor e a dignidade da pessoa humana portadora desse dom inestimável que Deus concedeu que é a vida humana”, disse. Ele não deixou de citar o papel da Igreja nessa questão, já que ela defende a pessoa humana e, portanto, da vida. “A Igreja Católica, desde seu princípio, recebeu essa missão: ide e ensinai. Ide e falai. Ide e defendei os grandes valores que Deus concedeu à humanidade e entre esses valores está justamente o valor da dignidade da pessoa humana”. Para a integrante da comissão de Bioética da CNBB, Dra Lenise Garcia, que também é representante de um movimento pró-vida, a questão ética, relativa à criança que é abortada, é algo que deve ser considerado, mas nem sempre isso acontece. Ela disse que muitas pessoas manifestam preocupação especial com a mulher que realiza o aborto, a quem a descriminalização da prática seria favorável a fim de evitar a procura por clínicas clandestinas. “Devo dizer que discordo disso. Inclusive pra própria mulher o aborto faz muito mal, tanto do ponto de vista físico quanto psíquico. Para a mulher, o mais adequado é que ela tenha outras alternativas”, opinou Dra Lenise. Ética x legalidade No Brasil, o STF decidiu em abril deste ano que não é crime abortar bebês portadores de anencefalia, o que torna a prática legal. Porém, nem tudo o que é legal é ético, como explicou Dom Antônio. “Tem que fazer uma distinção entre ética, que defende o ser humano nos seus valores fundamentais, e lei, que deve ser de acordo com esses direitos humanos fundamentais para que possa ser uma lei justa. Do contrário, essas decisões, essas leis que vão contra a dignidade da pessoa humana, contra a família, contra a liberdade, contra a verdade, são injustas”. Sobre essa diferenciação, dra. Lenise destacou a importância da sociedade trabalhar para que haja uma correspondência entre o que é juridicamente aceitável e aquilo que é ético. “É um problema muito grande para qualquer sociedade quando nós temos uma desvinculação entre a legalidade e a ética. A lei, em princípio, tem que favorecer aquilo que é justo”. A integrante da Comissão de Bioética da CNBB lembrou ainda que o direito à vida não poderia ser negado ao se tentar fazer justiça, já que é o primeiro de todos os direitos. “O aborto não é solução. Argumenta-se muito, por exemplo, com a liberdade da mulher e a gente sabe que 80% das vezes a mulher é pressionada a fazer o aborto, ou seja, não é nem mesmo uma escolha livre dela”, ressaltou. Causas Tanto Dom Antônio Augusto como dra. Lenise defendem que o direito à vida é um direito básico. Mesmo com um caráter de “indiscutível”, esse direito à vida ainda é colocado em dúvida quando, por exemplo, se apresenta o aborto como alternativa. Dra. Lenise citou um fator que para ela merece atenção: a assistência à maternidade. Ela acredita que, no fundo, a problemática do aborto começa por uma gravidez inesperada, muitas vezes causada pela falta de uma educação sexual cuja orientação seja para que a sexualidade aconteça numa perspectiva de amor e responsabilidade. Já para o bispo, essa atitude é um reflexo da falta de consciência ética. “As pessoas estão perdendo, como dizia João Paulo II, a capacidade de distinguir o certo do errado, o bem do mal, o ético do antiético. Ao discutir o que é indiscutível, como o valor da vida, foi-se apagando na consciência humana a clareza dos seus princípios inatos”. Dom Antônio acredita que a recuperação dessa realidade virá com a formação da consciência, o que, segundo ele, é um trabalho para pais, colégios e universidades católicos e à Igreja em seu trabalho pastoral. Leia mais .: Representante de movimento pró-vida comenta cartilha do aborto .: "Nem tudo o que é lei é ético, moral e justo", destaca Cardeal .: Especialista destaca consequências psicológicas do aborto

Qual o real significado de cura e libertação?

Fala-se muito em cura e libertação, mas você sabe realmente o que essas duas palavras significam? Para Márcio Mendes, missionário da Comunidade Canção Nova, a cura e a libertação estão intimamente ligadas entre si porque fazem parte de um mesmo carisma. “Se uma pessoa tem cirrose hepática ou algum tipo de complicação, como um câncer que foi desenvolvido pela ingestão de álcool, não adianta simplesmente curá-la se ela não for libertada do vício ou da enfermidade, que é o alcoolismo. As duas coisas estão intimamente ligadas. Não adianta suprimir os sintomas se a raíz do mal continua ali presente, porque ele (alcoolismo) vai voltar”, explica. Márcio Mendes diz ainda que o mesmo acontece com relação à libertação espiritual. Às vezes, o que originava uma manifestação de opressão em uma pessoa – e requeria da parte de Deus uma libertação para ela – era um ódio profundo dentro do coração, originário de uma mágoa causada numa determinada etapa da vida dela. Outras vezes, as pessoas trazem algumas doenças que são manifestações daquilo que elas vivem no seu interior, na sua alma, no seu coração, e nisso, nós podemos ter, como exemplo prático, a falta de perdão. Quando uma pessoa nutre dentro de si a falta de perdão e cultiva o rancor, a mágoa e o ressentimento, ela acaba somatizando e isso se transforma em verdadeiras enfermidades, como úlceras, dores de estômago, dores de cabeça, pesadelos e alucinações. De forma que cura e libertação são duas facetas de um mesmo carisma”, conclui o consagrado.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Esforça-te, pois, e converte-te'

Quarta-Feira, 06 de junho 2012 u repreendo e educo os que eu amo. Esforça-te, pois, e converte-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa e tomaremos a refeição, eu com ele e ele comigo. Ao vencedor farei sentar-se comigo no meu trono, como também eu venci e estou sentado com meu Pai no seu trono. (Ap 3,19-21) A cada Santa Missa, Jesus nos faz este convite: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa e tomaremos a refeição, eu com ele e ele comigo”. É por isso que nossa presença na Celebração Eucarística precisa ser profunda e fervorosa, pois é o próprio Cristo que se dá nessa Ceia. Nesse mesmo trecho do Apocalipse, o Senhor nos diz: “Eu repreendo e educo os que eu amo. Esforça-te, pois, e converte-te”. Temos a crença de que a cada Missa Jesus renova o Seu sacrifício, mas, infelizmente, a nossa fé não tem sido traduzida em atos. A ordem de Deus, na Palavra, é “Esforça-te, pois, e converte-te”. Temos sido muito relaxados. Muitas pessoas vão à Missa, mas não participam, não se colocam inteiramente na celebração. Estão somente de corpo presente, vão só por obrigação. Nossa mentalidade precisa ser mudada! Em cada Celebração Eucarística o Senhor quer cear e ter um contato íntimo conosco. A Missa é um banquete íntimo, no qual Nosso Senhor Jesus põe sobre a mesa o Seu próprio Corpo e o Seu próprio Sangue. É mais do que um banquete, é um sacrifício. Deus o abençoe! Monsenhor Jonas Abib Fundador da Comunidade Canção Nova (Trecho do livro "Eucaristia, nosso tesouro" de monsenhor Jonas Abib) www.cancaonova.com e www.padrejonas.com

A sua família é um lugar santo!

Os cristãos na Europa se uniram em Cruzadas. Pela Cruz, eles se reuniram e foram corajosamente aos lugares da Terra Santa para reconquistar para Deus e para a Igreja os lugares santos. Esse foi o verdadeiro sentido das Cruzadas. Hoje é preciso que cada família faça uma “Cruzada” para reconquistar para Deus esse lugar santo que é o nosso lar. A sua família é um lugar santo! Tão santo como o lugar onde Jesus nasceu, morreu, celebrou a Eucaristia, derramou o Espírito Santo, subiu aos céus. É preciso retomar para Deus o que é de Deus. A sua casa é de Deus. Nossa casa é um santuário, é o lugar onde o Todo-poderoso quer que a nossa família se santifique. Assim como o templo é santo, nossa casa é santa. Nossa família é e precisa ser canteiro de santidade. Nossa família é como um ninho. Precisamos de um ninho quente, cheio de amor, de afeto, de perdão. Deus o abençoe! Monsenhor Jonas Abib Fundador da Comunidade Canção Nova (Trecho do livro "Eu e minha casa serviremos ao Senhor" de monsenhor Jonas Abib)

Namoro é tempo de descobertas

11 junho,2012 | autor: Alessandra Borges | Comemorações Para antecipar as comemorações dos Dia dos Namorados, a WEBTVCN preparou um programa especial sobre esta data importante para os casais. Durante o bate-papo, os casais Camila Leite e Tiago Assad, Kathia Silva e Thiago Teodoro, Graça Schelck e Fabrício Neto testemunharam um pouco sobre seu relacionamento e responderam algumas dúvidas enviadas pelos internautas. Neste dia 12 de junho, muitos casais procuram presentear seu parceiro (a) com alguma lembrança ou algo que demonstre o carinho que sentem um pelo outro. Mas para os convidados deste programa especial, a principal dica para viver um relacionamento bonito e santo é ter um bom diálogo e saber compreender a outra pessoa, já que todos têm personalidades diferentes. Segundo eles, na convivência do casal, é importante que cada um tenha plena segurança do que sente pela outra pessoa, pois eles têm de caminhar juntos para que, ao longo do tempo, possam construir uma verdadeira história de amor e companheirismo. Eles ressaltaram também a relevância de se viver uma vida a dois, mas sem perder a individualidade. Por exemplo: a pessoa não deve deixar de viver seu momento junto à sua família, aos seus amigos ou de fazer o que gosta. No entanto, é fundamental que tudo isso seja partilhado com a outra pessoa. Quando o assunto é a sexualidade, o grupo deixa claro que é preciso viver a castidade, mas o casal tem de dialogar sobre este assunto e saber viver um namoro santo como prega a Igreja. Leia um pouco do testemunho do casal Camila Leite e Tiago Assad: “’O namoro é o caminho para construir um lar, gerar uma família, educar os filhos. Para ter um relacionamento sadio, frutuoso e chegar ao casamento é preciso estabelecer metas. Ninguém faz uma viagem sem saber para onde vai. O mesmo acontece com o namoro. O casal precisa estabelecer metas, senão vai apenas perder tempo, ferir um ao outro, criar traumas. Desta forma, o relacionamento não vai para frente. Aonde você quer chegar com essa pessoa é importante para saber qual caminho você vai percorrer para traçar este fim. Por isso deixamos aqui algumas dicas para ter um relacionamento sadio: ter espiritualidade, viver a castidade, conhecer e se dar a conhecer, dialogar, ter liberdade e respeito, preferir o bem do outro ao seu próprio bem. Se você seguir estes passos, vai trilhar um caminho legal para discernir se é essa a pessoa que Deus tem para você. Como diz o professor Felipe Aquino: ‘Todo casamento é um namoro que deu certo’. Não brinque de namorar. Quem não sabe para onde vai, não chega a lugar nenhum! Estabeleça metas!” http://blog.cancaonova.com/redacao/namoro-e-tempo-de-descobrimento/

Namorar certo para dar certo

Seja amigo da pessoa com quem você pretende se casar A experiência prova que namorar certo dá certo. Mas como namorar certo? Talvez seja esta a principal questão para quem deseja viver um namoro cristão. A Palavra de Deus diz em Eclesiástico 3 que: “há um tempo para cada coisa debaixo do Céu...”. E acrescenta que não há nada melhor para o homem do que viver bem cada coisa ao seu tempo. A fase do namoro é o tempo propício para se conhecer o outro. Entrar na história um do outro, descobrir os gostos, conhecer os sonhos, compreender as lutas, passear de mãos dadas, cultivar a amizade, abraçar, beijar, mas sem ir muito além disso. Uma vez que depois do namoro vem o noivado com aquilo que lhe é próprio. É no noivado, por exemplo, que se vive o envolvimento maior entre as famílias de ambos e os compromissos mais concretos quanto ao futuro do casal na preparação da casa e a organização do casamento também faz parte dessa etapa. Depois, sim, vem o tão sonhado dia do casamento e, com ele, abre-se um novo horizonte, no qual a vida a dois trará a feliz descoberta do amor que se realizar na doação de um ao outro a cada dia e para sempre. Tudo isso é lindo, e é plano de Deus para quem tem vocação ao matrimônio, mas é preciso viver bem cada coisa a seu tempo, para experimentar a verdadeira felicidade. Querer desfrutar das etapas fora do momento, certamente não trará bons resultados. Com a natureza aprendemos muito, inclusive que é preciso esperar o tempo certo para colher os frutos mais saborosos. Se tirarmos uma laranja ainda verde do pé, provavelmente perderemos toda a doçura que ela poderia nos oferecer no futuro. Na vida não é diferente e a responsabilidade é ainda maior. Quando o assunto é namoro, digo-lhe por experiência, que vale a pena esperar cada instante, mês ou até anos para ver os desígnios de Deus se realizando em sua vida por intermédio do matrimônio com a pessoa certa, no momento certo. Sou casada há pouco mais de um ano e quando conheci meu esposo, já de início percebi que ele era o rapaz com quem eu gostaria de formar uma família. Fomos apresentados e quanto mais íamos nos conhecendo, tanto mais íamos nos encontrando nas partilhas, nos sonhos e em todos os sentidos. Por ser um sentimento recíproco, “tínhamos tudo para ficar juntos” em pouco tempo. Porém, como é próprio nos nossos relacionamentos aqui na Canção Nova, começamos trilhando um caminho de amizade, conhecimento e espera. Um ano depois, demos os passos e iniciamos o namoro, depois o noivado e só depois de três anos é que chegou o momento do casamento. Nem sempre é fácil passar por todo o processo, mas posso afirmar, com segurança, que vale a pena! Hoje, quando olho para nossa história, percebo que toda as etapas vividas foram importantes na construção da nossa família, inclusive o tempo inicial em que cultivamos a amizade. Meu esposo é meu melhor amigo e isso faz toda a diferença em nosso relacionamento a partir das coisas simples do dia a dia. Se você aceita um conselho, é este que lhe dou: Seja amigo (a) da pessoa com quem você pretende se casar. “Gaste tempo” conhecendo sua história, seus sonhos, seus gostos, sua alma... Não tenha pressa na conquista, o amor é provado também pelo tempo. E seja qual for o motivo de sua espera ou a etapa em que se encontra hoje, procure dar sentido a este tempo. Uma coisa é certa: Deus quer sua felicidade e não está alheio às suas necessidades. Enquanto espera, procure descobrir e apreciar a beleza que está à sua volta e abra-se às novidades que a vida lhe oferece. Abra-se aos relacionamentos, seja acolhedor (a), procure ser agradável, preste atenção nas pessoas, exalte as virtudes de quem está à sua volta, não pare nos defeitos, ninguém é perfeito neste mundo e é o amor que nos faz vencer os limites. Nossa espera precisa ser confiante e ativa. Investir na cura interior, por exemplo, é uma ótima dica para quem deseja namorar certo para dar certo. Leia a respeito do assunto, escute as pessoas e não desanime, nem se deixe vencer pelo cansaço, espere de boa vontade com os olhos fixos no Senhor. "Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças" (Isaías 40, 31a). Lembra-se de que o tempo de Deus é diferente do nosso, por isso fique atento (a), hoje mesmo Ele pode lhe fazer uma ótima surpresa. Estamos juntos! Dijanira Silva dijanira@geracaophn.com Dijanira Silva, missionária da Comunidade Canção Nova, atualmente reside a missão de Fátima/Portugal. Apresentadora da Rádio CN FM 103.7 em Fátima. Acesse o blog Fatima hoje 11/06/2012 - 08h00 Tags: namoro espera Deus fase Noivado felicidade

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Não estrague sua vida!

Segunda-Feira, 11 de junho 2012, 12h23 Os judeus nunca interrompiam um sacrifício. Se começavam um, nada os fazia parar. Houve uma revolta muito grande na Judeia, justamente nos dias de festa. O governador Pôncio Pilatos, como correção para o povo e sabendo que era impossível interromper um sacrifício, mandou a guarda entrar no Templo, exatamente naquele momento. Os soldados armados foram chacinando todas as pessoas: sacerdotes, levitas, o povo. "Não podemos permitir que o inimigo deboche do nosso Deus, usando-nos como vítimas. Não fomos feitos para isso!", afirma monsenhor Jonas Impressionante é que todos permaneceram no mesmo lugar. Os sacerdotes não deixaram o altar, continuaram a cantar, oferecendo o sacrifício. Somente quando foram atravessados pela espada é que pararam de cantar. Eis o que nos diz o Evangelho: "Nesse momento, aproximaram-se pessoas que relataram o caso dos galileus, cujo sangue Pilatos misturara ao dos seus sacrifícios. Jesus lhes respondeu: 'Pensais que, por terem sofrido tal sorte, esses galileus eram mais pecadores do que qualquer outro galileu? Não, eu vo-lo digo, mas se não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo'" (Lc 13,1-3). E Jesus contou outro fato que havia acontecido em Jerusalém. A torre de Siloé era muito alta e caiu por cima de muitas pessoas. A cidade estava cheia, e muita gente ficou debaixo nos escombros. O Senhor pergunta: "E aquelas dezoito pessoas sobre as quais caiu a torre de Siloé e as matou, pensais que eram mais culpadas do que qualquer outro morador de Jerusalém? Não, eu vo-lo digo, mas, se não vos converterdes, perecereis todos da mesma maneira" (Lc 13,4-5). O Senhor está dizendo a todos que a graça da conversão precisa ser consolidada! Quando o Senhor nos fala, como na passagem bíblica acima, não é para nos apontar o dedo e nos condenar. Pelo contrário, Deus não quer a morte do pecador, mas sim, que ele se converta e viva. Os fatos foram escritos para a nossa advertência! Todas essas desgraças aconteceram para nosso exemplo. Foi para nós que isso foi escrito. A verdade é esta: o Senhor não quer castigar o Seu povo. Pelo contrário, a briga d'Ele não é com Seu povo, não é conosco, não é contra a humanidade, vítima da tentação; a briga do Senhor é contra o inimigo d'Ele. E você sabe quem é o verdadeiro inimigo de Deus. O inimigo constrói um castelo bonito, como aqueles que as crianças fazem na praia: um castelo de ilusão, malícia, corrupção, cobiça, ganância, impureza, pornografia, obscenidade. Parece até pomposo e firme, mas é de areia. Construído o castelo, ele mesmo vem e faz como as crianças: derruba tudo e dá risada. A Aids não é castigo de Deus, mas é o deboche do maligno que construiu um castelo de pecado e depois o derrubou em cima das próprias vítimas. Elas acabaram sendo vítimas da própria situação. Infelizmente, muitos foram vítimas de uma afetividade desviada e fraca. Muitas moças carentes de amor, porque não foram amadas na família, buscaram compensá-los em relacionamentos errados. Moças e rapazes foram pelo atalho mais fácil e caíram numa vida totalmente errada. Não podemos permitir que o inimigo deboche do nosso Deus, usando-nos como vítimas; não fomos feitos para isso. Não o deixe continuar debochando de Deus e rindo de você! Não estrague sua vida! Talvez você não tenha percebido ainda, pois no começo é "aquele embalo", parece tudo muito bom e muito gostoso, uma linda aventura! Mas você está sendo ingênuo e iludido pelo inimigo. Talvez você nunca tenha encontrado alguém com quem pudesse abrir o coração e falar da sua situação, sem receio. Alguém que levasse você a sério e acreditasse na sua recuperação. Ouça o que o Senhor lhe diz: "Você tem solução!" É preciso recorrer aos meios que Ele lhe dá, mas é importante também a sua decisão. Se você já foi vítima, vai precisar de muito empenho para lutar contra o pecado, como se luta contra qualquer outra doença. Se a moléstia se alastrou, é preciso de um tratamento muito mais sério ainda. Não existe problema sem solução e o Todo-poderoso quer lhe dar a solução. É loucura pensar que no campo da sexualidade tudo é permitido. Deus o abençoe! Monsenhor Jonas Abib Fundador da Comunidade Canção Nova www.padrejonas.com